Colocando linhas em ideias
terça-feira, agosto 2nd, 2011Às vezes esquecido, às vezes subestimado, o desenho à mão na vida do designer tem perdido um pouco o valor, em mais um dos inúmeros efeitos (bons e ruins) da dominância do virtual e do eletrônico sobre o análogo.
A adaptação dos profissionais e das empresas a novas tecnologias é essencial. O questionamento que se faz é: não estaremos deixando de lado certas coisas ao criarmos diretamente na tela do computador, sem antes passar por um simples rough à mão? A ligação do cérebro com o lápis (ou caneta) e o papel é mais imediata do que a do cérebro com um mouse (ou tablet) e a tela branca de um software cheio de ferramentas.
Talvez isso seja ainda apenas um apego à analogia, mas só o tempo e as novas gerações dirão. Mas é fato que grandes obras, como por exemplo a Guernica, de Picasso, foram rafeadas antes de serem finalizadas.
O desenho à mão nos força a observar as coisas à nossa volta com mais atenção, e para um designer, entender o mundo visual que o rodeia é, no mínimo, algo muito positivo.
Sem esquecer das tablets do tipo iPad, que através de programas como “Sketches” imitam os movimentos da mão com mais precisão do que um mouse – o usuário usa seu dedo para desenhar e pintar diretamente na tela. Nisso, as tablets ganham em proximidade com o que o usuário deseja.
Para terminar, uma citação interessante de um diretor criativo da Singapura, Chris Lee: “I’m always keen on blurring the lines between disciplines because the results are always more exciting. Fusing art and commercial design, the role of the designer is different from what is expected. Now we can even create the content instead of just crafting it.”.
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